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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Carnaval de Pernambuco - Blocos Líricos

   A segunda postagem sobre o Carnaval de Pernambuco é sobre os Blocos Líricos. O texto foi retirado do site "Overmundo". Encontrei enquanto me preparava para fazer a postagem e percebi que tinha que colocar exatamente esse texto. Para ler o texto completo, clique nesse link: Blocos Líricos de Pernambuco.
   
   Também conhecidos como blocos de pau-e-corda, os blocos líricos são agremiações incomparáveis, famosas pelas fantasias bem-elaboradas, que saem nas ruas ao som de uma orquestra de instrumentos de cordas e sopro, composta por banjos, bandolins, violões, cavaquinhos, flautas, saxofones e clarinetas (alguns blocos maiores trazem ainda violinos, bombardinos, trompetes e tubas); além de uma percussão formada por surdo, pandeiros, caixa e, às vezes, ganzá e reco-reco.

Bloco da Saudade
  Nos frevos-canção e de-rua, a orquestra é dominada pelos metais. São acompanhados de um coral feminino e de cordões de pastoras, pastores e crianças. À frente vai o abre-alas do bloco, chamado “flabelo”, feito de material firme (diferentemente dos estandartes) e que traz o nome da agremiação e a data de fundação, sempre empunhado por uma pastora, a flabelista. 

Bloco das Flores
   Nos blocos mais antigos ainda em atividade, é um homem com um traje de pajem à Luís XV quem carrega o símbolo do bloco, como nas troças e clubes. A música tocada é um tipo de frevo mais arrastado, dolente, romântico, saudosista ou exaltador da cidade, chamado frevo-de-bloco ou marcha-de-bloco, como preferem os compositores tradicionais, e que guarda certa semelhança (e inúmeras diferenças) com a marcha-rancho carioca. As letras são riquíssimas, cheias de palavras incomuns ou de pouco uso na nossa língua. Os desfilantes fazem evoluções mais leves e sem pulos, ao contrário dos frenéticos passistas de frevo-de-rua com suas sombrinhas. 

Bloco Batutas de São José
    Um apito seguido de um acorde em uníssono de toda a orquestra dá o sinal de início de execução de cada canção. Próximo ao fim da música, novamente um apito se encarrega de preparar a orquestra e os desfilantes para o seu encerramento. À saída do bloco, entoa-se o hino e ao final do desfile, quando o bloco se recolhe, canta-se o “regresso”, que é a marcha de despedida, com temática triste em alusão ao fim do Carnaval. Os foliões do bloco cantam as músicas com um sorriso no rosto, chamando o público para acompanhá-lo, mesmo que seja uma canção triste ou melancólica. Os blocos do Recife possuem formato único. Cantam os sucessos dos carnavais passados para que o público que os acompanha forme um gigantesco coral, embora sempre introduzam novas composições. Os blocos possuem um enredo no seu conjunto de fantasias, todavia as músicas cantadas pelos foliões não têm relação com esse enredo e com as fantasias, como nas escolas-de-samba.

Bloco das Ilusões
   Entre os blocos mais famosos estão: Bloco das Flores, Bloco da Saudade, Batutas de São José, Bloco das Ilusões, O Bonde, Pierrô de São José, Flor da Lira, Cordas e Retalhos, Eu quero Mais, entre outros. A maioria dos blocos é fiel às suas cores, e nas fantasias, sempre confeccionadas em veludo, cetim, bordados e plumas, procura inserir o máximo de detalhes que identifiquem a agremiação. A cada ano, um novo tema é tratado nas fantasias dos blocos, que são guardadas no maior segredo. Na segunda-feira de Carnaval, é realizado o Encontro dos Blocos Líricos no Recife Antigo, que, no início, não passava de uma despretensiosa confraternização realizada no pequeno palco na frente do bar Gambrinus, na avenida Marquês de Olinda. 

O Bonde
   Os blocos carnavalescos líricos (B.C.L.), antes chamados blocos carnavalescos mistos (B.C.M.), apesar de muitos ainda manterem essa denominação, tiveram origem nas festividades natalinas dos ranchos de reis e pastoris, assim como nas serenatas do começo do século XX, nos bairros do Centro do Recife (São José, Santo Antônio e Boa Vista), espalhando-se depois para os seus arredores (Torre, Rosarinho, Tejipió, Madalena e outros). Até hoje, pode-se notar alguns passos semelhantes entre o frevo-de-bloco e o pastoril. Nos blocos, participavam as famílias da classe média e, pela primeira vez, as mulheres puderam brincar abertamente no Carnaval de rua.

O vídeo abaixo é um trecho de um dos desfiles do Bloco das Flores. Reparem que um dos integrantes espirra algo sobre as pessoas, trata-se de perfume com cheiro de flores. É uma tradição do bloco, sempre que ele se aproxima é possível sentir o cheiro agradável das flores.

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